O "Nada" que é "Tudo": O que é a Energia do Vácuo?

A Catástrofe do Vácuo: O maior erro de cálculo da história da ciência


Imagine uma caixa perfeitamente vedada. Agora, imagine que retiramos de dentro dela todo o ar, toda a poeira, toda a luz e qualquer átomo de matéria bariônica. O que sobra lá dentro?
A intuição nos diz que sobra o "nada absoluto". Mas a física quântica provou que o espaço vazio, na verdade, está fervilhando de atividade. Esse fenômeno é o que chamamos de Energia do Vácuo (ou energia do ponto zero).

O Vácuo Quântico Não Fica Parado

Na física clássica, o vácuo é apenas a ausência de coisas. Na física quântica, o tecido do espaço obedece ao Princípio da Incerteza de Heisenberg. Essa lei diz que a energia de um ponto do espaço nunca pode ser exatamente zero. Ela precisa flutuar.
O espaço vazio funciona como um mar agitado. A todo milissegundo, partículas e antipartículas invisíveis (chamadas de partículas virtuais) brotam do nada, se chocam e se destroem mutuamente em uma fração de segundo.O vácuo é como um caldeirão borbulhante de energia oculta.
As partículas aparecem "pegando energia emprestada" do universo e a devolvem imediatamente quando se aniquilam.

A Conexão com a Energia Escura

A maioria dos físicos teóricos acredita que a Energia Escura e a Energia do Vácuo são a mesma coisa. Como o vácuo está em todo lugar, essa energia microscópica fantasma acumulada em escala cósmica gera uma pressão negativa gigantesca. É essa pressão que está esticando e expandindo o nosso universo cada vez mais rápido.

O Maior Erro da História da Física

Embora a teoria seja linda, os cientistas enfrentam um problemão matemático apelidado de "A Catástrofe do Vácuo":Quando os físicos usam a mecânica quântica para calcular quanta energia deveria existir no vácuo, o resultado é um número absurdamente gigante.
Quando os astrônomos medem a expansão real do universo (a energia escura), o valor é muito menor.
A diferença entre o cálculo e a realidade é de 120 ordens de magnitude (o número 1 seguido de 120 zeros). Esse é considerado o erro de previsão mais grotesco de toda a história da ciência!


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