O Milagre dos 75 Milhões: "Dark Horse" e o Caro Preço da Ficção Política A história do cinema é repleta de mistérios, mas poucos são tão intrigantes quanto a matemática financeira por trás de "Dark Horse", a cinebiografia de Jair Bolsonaro programada para estrear em novembro de 2026. Com um orçamento declarado de R$ 75,2 milhões — o que o coloca no topo da cadeia alimentar das produções mais caras da história do audiovisual brasileiro —, o longa promete contar a saga do ex-presidente sob uma ótica messiânica. O problema é que, ao olhar para a tela, a conta simplesmente não fecha. Se o cinema é a arte de transformar dinheiro em imagem, "Dark Horse" parece ter operado um milagre inverso. O trailer oficial, longe de ostentar o requinte técnico esperado de um blockbuster internacional, entregou ao público uma estética que flerta perigosamente com as produções independentes de baixo orçamento da década de 1990. Entre atuações caricatas, diálogos em um inglês co...